ISAVIÇOSA Blog

Semana Florestal/UFV realiza minicursos no ISAVIÇOSA

Semana Florestal/UFV realiza minicursos no ISAVIÇOSA
Roda de abertura dos minicursos da Semana Florestal realizados no ISAVIÇOSA
No dia 22 de setembro, o Instituto Socioambiental de Viçosa - ISAVIÇOSA sediou dois Minicursos da Semana Florestal, da Universidade Federal de Viçosa: Plantio de Água e Bioconstrução.
O minicurso Plantio de Água foi facilitado pelo “plantador de água” Felipe Senna, que é também membro-diretor do ISAVIÇOSA. Já o minicurso Bioconstrução ficou sob o comando de Thalles de Aguiar e Akauã Tapea, bioconstrutores da Oficina da Floresta, sediada em Nova Friburgo – RJ.
Cerca de 60 estudantes participaram das atividades, que se iniciaram pela manhã e se estenderam por todo o dia. Ambos minicursos tiveram uma primeira parte teórica, na qual os facilitadores apresentaram os respectivos temas. E, na parte da tarde, após o almoço agroecológico servido aos participantes, preparado pela culinarista agroecológica Renata Solar (Cozinha Consciente), realizou-se as atividades práticas.

Acompanhe nas fotos um pouquinho das atividades realizadas nos minicursos: 
Semana Florestal/UFV realiza minicursos no ISAVIÇOSA
Chegada ao Sítio Palmital

Semana Florestal/UFV realiza minicursos no ISAVIÇOSA
Bambus e ferramentas usadas nas atividades práticas

Semana Florestal/UFV realiza minicursos no ISAVIÇOSA
Aula teórica sobre Bioconstrução

Semana Florestal/UFV realiza minicursos no ISAVIÇOSA
Aula teórica sobre Plantio de Água

Semana Florestal/UFV realiza minicursos no ISAVIÇOSA
Almoço agroecológico

Semana Florestal/UFV realiza minicursos no ISAVIÇOSA
Renata Solar, da Cozinha Consciente, no preparo do almoço agroecológico

Semana Florestal/UFV realiza minicursos no ISAVIÇOSA
Atividade prática de bioconstrução

Semana Florestal/UFV realiza minicursos no ISAVIÇOSA
Atividade prática de plantio de água
Semana Florestal/UFV realiza minicursos no ISAVIÇOSA
AAAAAAxé!!!!! Água!!!!
Texto e fotos: Julia Christo Brandão Timo
Assessoria de Comunicação – ISAVIÇOSA
Semana Florestal -  A SEMANA FLORESTAL - Encontro Nacional de Engenharia Florestal - é um evento tradicional realizado pelo Departamento de Engenharia Florestal (DEF-UFV) em virtude das celebrações ao dia da árvore, que é comemorado no dia 21 de setembro. Durante os dias próximos a essa data, existe uma grande mobilização para realizar atividades acadêmicas complementares ao currículo de formação básica. O objetivo central é de contribuir com a formação profissional pela exploração de conteúdos novos e diversos, participação em discussões de grande relevância nacional, capacitações rápidas, criação de um ambiente de integração entre os grupos acadêmicos e empresariais e promoção de divulgação científica.
Plantio de Água - O Projeto Plantadores de Água surgiu em Alegre-ES e tem como facilitador, em Viçosa, Felipe Senna, membro-diretor do ISAVIÇOSA. O plantio de água é hoje reconhecido como uma tecnologia social, que propõe uma forma de gestão dos recursos hídricos tendo por base o conceito de bacias hidrográficas. O plantio de água prima por uma combinação de tecnologias capaz de ampliar a quantidade e a qualidade de água nas bacias, por meio de maior capitação de águas de chuva, redução das erosões e de enxurradas, o que proporciona uma maior infiltração de água de chuva no solo e o reabastecimento dos lençóis freáticos. Integra ações de educação ambiental, com uso de metodologias colaborativas e participativas, visando a necessidade de uma mudança de atitude frente à utilização dos recursos hídricos e uma valorização das ações comunitárias, das relações com os vizinhos, a partir da visão de que tudo e todos estão interligados pelas água.
Bioconstrução - O conceito de Bioconstrução engloba diversas técnicas da arquitetura vernacular mundial, tendo como característica a preferência por materiais do local e construindo habitações com custo reduzido. São técnicas simples, que permite que sejam chamadas técnicas de autoconstrução. Estão relacionadas à criatividade e importância ecológica. São um elemento importantíssimo da Permacultura, buscando a integração das unidades construídas com o seu ambiente.
Fonte: Assessoria de Comunicação/UFV

CÉU DO MAPIÁ AQUECE OS TAMBORES

CÉU DO MAPIÁ AQUECE OS TAMBORES
Vila Céu do Mapiá (VCM), Floresta Nacional do Purus, Amazônia, Brasil


Aquecendo os tambores!
Assim esteve, neste início de mês, a Vila Céu do Mapiá (VCM), comunidade intencional localizada no coração da floresta Amazônica, fundada no início da década de 1980, por Padrinho Sebastião Mota de Melo e seus companheiros. 

Dos dias 4 a 10 de setembro, a VCM foi palco de oficinas, apresentações musicais, reuniões comunitárias e trabalhos espirituais. O evento Aquecendo os Tambores foi voltado especialmente para o público jovem local, mas contou com a participação sempre bem-vinda de moradores das mais diferentes idades, incluindo representantes de comunidades irmãs, como Fazenda São Sebastião, Praia e Anajás.  Diversidade cultural e troca de saberes, tudo regado a muita alegria pelos festejos dos 89 anos do Padrinho Manoel Gregório da Silva (Vô Nel).

A abertura do evento se deu na manhã do dia 4 de setembro, segunda-feira, com o Mutirão do Padrinho Sebastião. As equipes visitantes se juntaram aos moradores podendo vivenciar, aprender e contribuir em diversas frentes de trabalho. 

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Pintura com tinta de terra, uma das atividades do Mutirão

CÉU DO MAPIÁ AQUECE OS TAMBORES
Varanda da Casa de Música Madrinha Julia pintada durante mutirão

EMPREENDER PARA O MAPIÁ

Ainda no dia 4 de setembro, à tarde, deu-se início à oficina Empreender para o Mapiá, facilitada por Felipe Bannitz, coordenador do Instituto de Socioeconomia Solidária (ISES) e por Felipe Simas, professor do Departamento de Educação da Universidade Federal de Viçosa e coordenador do Programa AmaGaia. 

CÉU DO MAPIÁ AQUECE OS TAMBORES


Visando o fortalecimento da sustentabilidade econômica da Vila Céu do Mapiá, a oficina teve como objetivo mobilizar um grupo local animado em se capacitar e trabalhar na criação de uma agência de apoio a projetos de geração de renda  alinhados com os princípios da economia solidária. 

A oficina se desenvolveu por meio de três encontros nos quais foram abordados temas como: princípios de uma economia solidária; exemplos de experiências de fortalecimento de economia local de forma sustentável; apreciação coletiva dos desafios e das oportunidades de geração de emprego e renda no Mapiá; identificação de estratégias e ações concretas para fortalecimento da economia solidária na comunidade.

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Grupo participante da Oficina Empreender para o Mapiá
Como continuidade dos trabalhos iniciados na oficina, o grupo local mobilizado, com o apoio da equipe AmaGaia, iniciará um levantamento de dados nos próximos meses visando criar uma rede de empreendimentos sociais solidários.

NA BATIDA DO REGGAE 

O antropólogo e baterista da banda Ponto de Equilíbrio, Lucas Kastrup, coordenou a oficina Na Batida do Reggae, trazendo aos participantes elementos sobre a história da música jamaicana, relacionando seus ritmos a outros da cultura brasileira como o baião, o samba e o maracatu. A oficina, que se desenvolveu em quatro tardes, nos dias 5, 6, 8 e 9 de setembro, contou com a participação especial dos músicos Maurício Bongo, Ras Kadhu, Marcelo Bernardes, Juliana Genuncio e Roberta Cordeiro. A oficina contemplou também aulas práticas de tambor e bateria. O grupo apresentou cânticos Nyahbinghi (música ritual tradicional dos Rastafari), seguindo a batida do coração marcada pelos tambores. 

CÉU DO MAPIÁ AQUECE OS TAMBORES
Ras Kadhu, Maurício Bongo, Lucas Kastrup, Juliana Genuncio e Marcelo Bernardes
No segundo dia de oficina, Maurício Bongo comandou atividade de fabricação e reforma de tambores, por meio de um mutirão de colocação de peles e consertos em geral dos instrumentos locais. No final da tarde, realizaram uma pequena roda de toques de tambor e bateria, na qual os participantes puderam experimentar alguns fundamentos transmitidos na oficina, como a prática de cânticos Nyahbinghi e outros ritmos.

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Atividade de construção de instrumentos na oficina Na Batida do Reggae


No terceiro encontro, deu-se continuidade à oficina de fabricação de tambores. A prática dos toques ficou sob o comando de Marcelo Bernardes, que compartilhou os toques tradicionalmente usados nas giras de umbanda. Marcelo também facilitou o quarto encontro, no qual abordou  a prática de flauta e violão.  
Esta oficina foi oferecida a músicos e não músicos, e com certeza a música e os tambores vibraram e animaram toda a comunidade. Como seguimento, prevê-se ações junto à escola Cruzeiro do Céu para a construção de um projeto pedagógico que permita, a partir do estudo histórico da musicalidade da doutrina, trabalhar conteúdos curriculares de diversas disciplinas. 
A oficina Ritmos dos Seringais foi facilitada por Alexandre Anselmo com a participação da banda Uirapuru e de seu Bima e seu Honorato, músicos tradicionais com mais de 80 anos de idade. Esta oficina é parte de um trabalho de resgate e fortalecimento do patrimônio cultural a partir da música desenvolvido em Rio Branco.
Foram dois encontros, nas manhãs dos dias 8 e 9 de setembro. Através de aulas práticas, os participantes conheceram ritmos tradicionais dos seringais: samba, choro, lundu e marcha. Também foram passados os ritmos de Xote, Valsa e Mazurca. 
Na primeira parte da oficina foi feita uma contextualização da música e dos ritmos acreanos, assim como suas aplicações nos instrumentos. A segunda parte, em conjunto com os mestres da música popular acreana, funcionou como um ensaio envolvendo os participantes que se apresentaram no Baile do Seringueiro, encerramento do evento. 


CÉU DO MAPIÁ AQUECE OS TAMBORES
Seu Bima com Maria Camurça (esq), cujo avô foi amigo nos tempos do Seringal
O objetivo da oficina Ritmos do Seringal foi o de reunir as gerações pela comunhão da própria cultura de origem. Além de contemplar os idosos, a experiência foi muito positiva especialmente para a juventude local que teve a oportunidade de tocar com músicos de mais de 70 anos de estrada, como é o caso de seu Bima, que coincidentemente foi morador do Mapiá, ainda na época do seringal e de seu Honorato, que além de ayahuasqueiro também nasceu, cresceu e tocou muito nos seringais dos rios Purus e Acre. Destaque também para a presença do músico José Carlos Carioca, cujos irmãos mais velhos foram os primeiros a introduzir os instrumentos nos rituais do Mestre Irineu.
FESTEJOS DE ANIVERSÁRIO DO PADRINHO NEL

Na noite de 6 de setembro, realizou-se o hinário “O Justiceiro” em comemoração aos 89 anos do Padrinho Manoel Gregório da Silva. 

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Trabalho espiritual realizado na varanda do Padrinho Nel
Ainda como parte dos festejos, no dia 7, um trabalho espiritual na varanda de sua casa, com a participação dos amigos da comunidade da Praia, quando foram cantados os hinários do Sr. Damião e do Sinhôzinho, companheiros de longa data do Padrinho Nel. Importante ressaltar a força e a beleza com que os músicos e as cantoras da Praia apresentaram estes hinários! 

No dia 8 de setembro, realizou-se um trabalho de jovens na “Santa Casa” no qual foram cantados os hinários do Lúcio Mortimer (Instrução) e da Baixinha (Hinário da Fé), ambos lideranças espirituais muito queridas e influentes na espiritualidade dos jovens e de todos os seguidores da Doutrina do Santo Daime. 

MANEJO FLORESTAL

Nesta mesma semana, o Mapiá recebeu a chegada da equipe do Manejo Florestal Comunitário. 

CÉU DO MAPIÁ AQUECE OS TAMBORES
Equipe do Manejo Florestal Comunitário

Foram realizados encontros com o grupo de manejadores da comunidade e avaliadas estratégias para a ativação da cadeia produtiva da madeira, incluindo a instalação de uma marcenaria comunitária. 

A equipe, composta por engenheiros florestais, botânicos, mateiros e jovens da comunidade, encontra-se acampada na área de manejo comunitário coletando informações para o seguimento do projeto.

“BAILE DO SERINGUEIRO”
O encerramento do evento Aquecendo os Tambores aconteceu na noite do dia 9 de setembro, na praça da Vila Céu do Mapiá, numa animada celebração musical. 
CÉU DO MAPIÁ AQUECE OS TAMBORES
Baile do Seringueiro e show de reggae com a participação dos músicos locais

A primeira apresentação ficou por conta da banda Uirapuru, no animadíssimo “Baile do Seringueiro”. Em seguida, foi a vez dos músicos locais da comunidade se apresentarem: Moisés Souza (baixo), Damião Nascimento (vocal), Guaracy Nascimento (guitarra), crianças e jovens (percussão), com a participação especial de Marcelo Bernardes (sopro) e Maurício Bongo (bateria). Essa mesma turma se juntou ao músico Ras Kadhu para apresentação das músicas da banda JAH I RAS, liderada por ele, encerrando assim a noite em um animadíssimo show de reggae!

CÉU DO MAPIÁ AQUECE OS TAMBORES
Moradores e visitantes marcam presença no show de encerramento do evento

O evento Aquecendo os Tambores veio promover a mobilização comunitária, animar e engajar os jovens locais no fortalecimento do Céu do Mapiá. Representou o esforço coletivo de moradores locais e de diversos membros da grande comunidade do Padrinho Sebastião espalhada pelo mundo. Entre os educadores e artistas visitantes estavam dirigentes e representantes das igrejas Flor da Montanha (Nova Friburgo-RJ), Luz do Firmamento (Viçosa-MG), Nova Flor (Niterói-RJ) e Céu de Santa Maria de Sião (Itapecerica – SP).  Todas as atividades e diversos momentos foram registrados em áudio, vídeo e imagens pela equipe formada pelos profissionais Iberê Perissé e Lucas Gandini que também integraram a comitiva de artistas, educadores e técnicos. Estes registros serão usados para fortalecer a VCM através de estratégias de comunicação externa e interna, com destaque para a formação de uma equipe local de produção audiovisual.

VEM AÍ, VEM...


CÉU DO MAPIÁ AQUECE OS TAMBORES
Vila Céu do Mapiá
Através da união dos diversos saberes e fazeres da grande comunidade daimista, espera-se seguir neste ritmo de atividades de fortalecimento da sustentabilidade comunitária do Céu do Mapiá, rumo ao festival e comemoração dos 70 anos do comandante Padrinho Valdete, importante liderança da Doutrina do Santo Daime e um dos fundadores da VCM.
Também como parte deste processo de fortalecimento comunitário, em janeiro de 2018, vem aí mais um encontro voltado para a formação e engajamento dos jovens e de todas e de todos que se considerar ser Herdeiro do Padrinho Sebastião.

Texto: Julia Christo e Felipe Simas
Fotos: Rafael Gomes, Pedro Christo, Felipe Simas, Ras Kadhu

Oficina de Alimentação Saudável na EFA Puris

Oficina de Alimentação Saudável na EFA Puris
Estudantes preparam alimentos durante oficina de alimentação saudável
O último 8 de agosto foi um dia diferente na rotina da Escola Família Agrícola Puris (EFA Puris), sediada no município de Araponga, zona da mata mineira. Renata Solar, educadora, pesquisadora, culinarista agroecológica e também integrante da equipe ISAVIÇOSA, realizou, com os estudantes do 1º ano do ensino médio, a Oficina de Alimentação Saudável.
Oficina de Alimentação Saudável na EFA Puris
Renata Solar e Ivanete Macedo
Ivanete Macedo, educadora da EFA, explicou como surgiu a ideia de realização dessa oficina: “Sou bolsista no PROCULTURA/UFV no projeto "Cultura popular: saberes e práticas com plantas medicinais na Escola Família Agrícola Puris", sob orientação da professora Fernanda Andrade. Em uma das atividades do projeto, aplicamos um questionário junto aos estudantes do 1º ano do ensino médio. As informações colhidas estão sendo sistematizadas no intuito de subsidiar ações da “Farmácia Viva”, que está sendo desenvolvida na escola." Ainda segundo a educadora,por meio deste questionário, foram levantadas algumas demandas de capacitação em uso das plantas medicinais e de práticas populares de auto-condução da saúde. E, para atender as demandas trazidas, planejou-se a realização de cinco oficinas, dentre elas, a de Alimentação Saudável, que foi a primeira a ser realizada, sobretudo, por ter sido a mais solicitada pelos estudantes, que se revelaram interessados em pesquisar, conhecer, aprender e experimentar hábitos alimentares mais saudáveis. 

Assim, a oficina iniciou-se na parte da manhã e se estendeu até o final da tarde. Para começar, Renata Solar facilitou uma roda de conversa com os jovens, colocando alguns temas em reflexão e debate, tais quais: hábitos, costumes e cultura alimentares; biodiversidade e agrobiodiversidade; procedência dos alimentos; alimentos locais e alimentos da época; alimentos orgânicos e agroecológicos; alimentos industrializados, dentre vários outros. 
Oficina de Alimentação Saudável na EFA Puris
Roda de conversa: alimentação saudável em debate
Oficina de Alimentação Saudável na EFA Puris
Alimentos locais: produzidos na EFA ou nas comunidades dos estudantes
Após a conversa, os estudantes foram convidados ao desafio do dia: preparar o lanche da tarde, a ser servido a toda a comunidade presente na EFA, ou seja, educandos, educadores, colaboradores e visitantes! Para cumprir tal responsabilidade, os estudantes foram divididos em quatro grupos, cujas tarefas eram organizar o preparo do cardápio e separar ingredientes, vasilhames e utensílios necessários na preparação de cada receita. O cardápio sugerido por Renata Solar trazia: pães de abóbora e de lobrobó (também conhecido como ora-pro-nóbis), pão de queijo de inhame, biscoito de massa de banana e amendoim e falso mingau de milho verde. E para acompanhar: suco verde e suco de acerola com hortelã, patês salgados (cenoura com inhame e ervas, abacate temperado) e doces (banana e abacate com cacau). 

Após a breve pausa para o almoço, chegou o grande momento de colocar literalmente a mão na massa! Foi bem divertido. Alguns pequenos incidentes de percurso, tipo muita lenha no forno de barro, o que fez com que os pães corassem rapidamente por fora e não assassem perfeitamente por dentro... Mas no geral, a boa vontade do grupo e a dedicação àquele momento trouxeram resultados positivos! Os estudantes que não participaram da oficina estranharam um pouco os “sabores diferentes” ao degustarem as iguarias, mas muitos aproveitaram a oportunidade de experimentar a diversidade e prestigiar o trabalho dos colegas!



Abaixo, mais fotos: Oficina de Alimentação Saudável - EFA Puris - 08/08/2017







Texto e fotos: Julia Christo Brandão Timo

Assessoria de Comunicação - ISAVIÇOSA  

Curso “Plantio de Água” da Semana do Fazendeiro visita Microbacia Escola

Na manhã de quinta-feira, 20 de julho de 2017, o ISAVIÇOSA recebeu cerca de 30 pessoas participantes do curso “Plantio de Água”, oferecido pela 88ª Semana do Fazendeiro, evento promovido pela UFV.  

O curso foi coordenado pelo professor Tommy Wanick (Licenciatura e Educação no Campo - LICENA/UFV) e a visita à Microbacia Escola, localizada no Sítio Palmital, zona rural de Viçosa, foi parte da programação.

Em campo, os visitantes foram guiados por Felipe Senna, diretor do ISAVIÇOSA, e puderam conhecer algumas técnicas e práticas eficientes de plantio de água e de saneamento ecologicamente correto. 

Crianças da educação infantil visitam o Sítio Palmital

Crianças da educação infantil visitam o Sítio Palmital
Turmas da educação infantil visitam Microbacia Escola

A tarde do dia 30 de junho foi animada, no Sítio Palmital, com a visita de 32 alunos da educação infantil do Colégio Equipe, de Viçosa, com idades entre 3 e 4 anos.  As crianças vieram acompanhadas por sete educadoras da escola, dentre elas Tatiana Reis, professora de música e inglês, que também foi a guia do passeio.

“Este bimestre, o projeto das crianças foi sobre alimentação, principalmente sobre as verduras e os legumes. Então, para enriquecer o projeto, propus uma visita ao sítio para que as crianças pudessem conhecer a horta, o pomar, o galinheiro e o curral. O galinheiro e o curral visitados ficam no sítio vizinho, mas já temos uma parceria com a proprietária que sempre nos recebe com muito carinho nessas visitas” conta Tatiana Reis que, além de professora, é também membro do Instituto Socioambiental de Viçosa (ISAVIÇOSA) e acompanha voluntariamente as visitas ao Sítio Palmital. Essas visitas fazem parte do projeto de educação ambiental desenvolvido pela instituição, que é denominado “Microbacia Escola”.
A primeira atividade vivenciada pelas crianças foi alimentar os animais, dando milho às  galinhas. Depois visitaram o curral para ver as vacas e bezerros e compreender de onde vem o leite que nos alimenta e que serve para fazer tantos outros alimentos, como: iogurte, queijo, manteiga e requeijão. Andaram também pelo pomar e se deliciaram com as mexericas! Em seguida, a criançada visitou a horta e vivenciou a experiência de colher mandioca, cenoura e alho.

Chegou o momento do lanche! Antes do piquenique, todo o grupo experimentou alimentos produzidos localmente como inhame, mandioca, cenoura e água aromatizada com funcho, manjericão e alecrim. Após o lanche, uma atividade que animou e divertiu a criançada: debulhar o feijão (tirar da vagem). “Demos uma caneca para cada um debulhar. Foi muito interessante: das 32 crianças presentes só uma sabia que o feijão que comemos é a semente que fica dentro da vagem!” relata Tatiana Reis. De acordo com as educadoras acompanhantes, todos se divertiram muito e fizeram grandes descobertas durante todo o passeio. 
Crianças da educação infantil visitam o Sítio Palmital
Crianças debulham feijão