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Luta Pela Vida continua

Em resposta ao chamado da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil - APIB, através do manifesto LEVANTE PELA TERRA (https://apiboficial.org), lideranças indígenas e representantes de diferentes tradições religiosas estiveram reunidos no último dia 25 de agosto, rezando, cantando e se manifestando por justiça aos nossos irmãos e irmãs indígenas brasileiros. 

O Ato Inter-Religioso foi realizado em frente ao Supremo Tribunal Federal, em conexão ao vivo com a Holanda, onde irmãos e irmãs estiveram em oração, em frente ao Palácio da Paz em Haia, sede da Corte Internacional de Justiça.

Em união, reafirmamos nosso apoio a este ESTADO PERMANENTE DE MOBILIZAÇÃO INDÍGENA, mostrando que estamos conscientes dos ataques que os povos indígenas sofrem.

Algumas imagens da mobilização disponibilizadas pela APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil): 

 

 



De acordo com o site www.apiboficial.org , em plenária, os 6 mil indígenas presentes no acampamento “Luta Pela Vida”, decidiram manter a mobilização, de forma permanente, em Brasília e nos territórios em todo país, até o julgamento do Marco Temporal. Em memória a seus ancestrais e encantados, em defesa de seus corpos, terras e territórios, identidade e culturas diferentes, reafirmam a mobilização em defesa da vida.

Os indígenas encontram-se mobilizados na capital federal, desde o domingo 22 de agosto. De acordo com a APIB, um dos motivadores da decisão de estender a mobilização é o início do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a questão do “marco temporal” das demarcações de Terras Indígenas. A sessão foi suspensa por falta de tempo, na quinta-feira, 26, após a leitura do relatório inicial do ministro Edson Fachin. O presidente da Corte, Luiz Fux, garantiu que o julgamento será retomado na quarta-feira, dia 1º de setembro.

“A nossa história não começou em 1988, e as nossas lutas são seculares, isto é, persistem desde que os portugueses e sucessivos invasores europeus aportaram nestas terras para se apossar dos nossos territórios e suas riquezas”, assegura o Movimento Indígena. Também, asseguram seguir “resistindo, reivindicando respeito pelo nosso modo de ver, ser, pensar, sentir e agir no mundo”.

Fonte: https://apiboficial.org/2021/08/27/mobilizacao-permanente-indigenas-seguem-em-luta-na-capital-federal-e-nos-territorios/