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Ações de fortalecimento comunitário na comunidade Fazenda São Sebastião 

O Núcleo de Estudos Pró-Amazônia (NEPAM) é umas das frentes de ação do ISAVIÇOSA e tem como objetivo oferecer assessoria e apoio a comunidades da Amazônia Legal, visando a manutenção da floresta em pé e a preservação dos conhecimentos tradicionais. 

Dentre as comunidades amazônicas atualmente assessoradas pelo ISAVIÇOSA, podemos destacar a Fazenda São Sebastião, um povoado ribeirinho localizado à  margem esquerda do igarapé Mapiá, no município de Pauini-AM, onde hoje vivem  em torno de 100 pessoas. De acordo com a Associação dos Moradores da Vila Céu do Mapiá (AMVCM), o território faz parte da  Vila Céu do Mapiá, comunidade intencional e tradicional localizada na Floresta Nacional do Purus, área protegida com 256 mil hectares, no sudoeste do estado do Amazonas.

Pedro Christo, gestor do ISAVIÇOSA,  conta que o instituto começou a trabalhar de uma forma mais estruturada junto à Fazenda São Sebastião em 2012, após o falecimento do líder comunitário local, Francisco Corrente.

“Com a passagem do Chico, ajudamos a organizar a Rede de Cooperação Amig@s do Chico Corrente para apoiar a continuidade dos trabalhos que ele sempre capitaneou de desenvolvimento e fortalecimento comunitário. Foram reunidos em torno desta rede muitos amigos e amigas do Chico pelo mundo afora, que passaram a apoiar de diversas formas os trabalhos desenvolvidos pela comunidade”. Pedro destaca que,  por meio de doações espontâneas depositadas em conta específica, é essa rede que mantém hoje o Memorial Chico Corrente e possibilita a assistência social a casos emergenciais de saúde na comunidade, por exemplo. 

O apoio à escola local é outra ação em andamento. O Instituto vem fomentando a manutenção e o desenvolvimento da unidade de ensino tanto com recursos materiais, através de um fundo de desenvolvimento comunitário, como com recursos humanos, apoiando ativamente o grupo responsável pelo funcionamento do espaço escolar. 

Outra ação trabalhada com a comunidade é o Programa de Agroecologia e Soberania Alimentar, que presta apoio à produção de alimentos e comercialização de excedentes. Felipe Senna, gestor do ISAVIÇOSA, conta que a parceria formal entre a Fazenda São Sebastião e o Programa foi iniciada em 2020 e tem como objetivo contribuir para a organização do grupo produtivo da localidade, bem como apoiar e fortalecer a produção de alimentos no território. O Programa –  que conta com a participação ativa dos comunitários no planejamento, tomada de decisão, definição de acordos – vem se desenvolvendo com o apoio de instituições parceiras como o Instituto Nova Era, Universidade Federal de Viçosa, Cooperar, dentre outras.  

Neste ano de 2022, doze famílias estão comprometidas com as atividades que se realizam sobretudo através de mutirões, forma de trabalho coletivo já historicamente adotada no povoado. O Programa proporciona aos envolvidos auxílio mensal em alimentação, combustível, insumos e ferramentas. 

A melhoria das infraestruturas comunitárias também é foco dos trabalhos com a comunidade. Até o momento já foram concluídas a obra da igreja local, as reformas do Memorial Chico Corrente e da Escola, a instalação de sistema de energia solar para atender espaços de uso coletivo, como o Memorial, a Escola, a Igreja, a Cozinha Geral e a Casa de Farinha. Também foram instalados postes e rede de distribuição de energia na parte central do vilarejo. 

A instalação do sistema de energia solar é, sem dúvida, um passo importante para melhorar as condições de vida na floresta. E vale ressaltar o processo através do qual essa instalação se realizou na comunidade, que contou com o suporte de dois profissionais responsáveis pela obra e com a cooperação de muitos comunitários. Três jovens apoiaram o serviço do início ao fim e receberam capacitação. Aprenderam a usar esquadro e trena, pregar tábua, mexer massa, fazer encaixes, montar parede e usar motoserra. 

Tatiana Reis, gestora de projetos do ISAVIÇOSA, enfatiza os impactos positivos dessa ação: “a instalação das placas gerou espaços comunitários com energia solar, limpa, que não dependem mais de gerador à diesel. Agora tem também água bombeada para atender as edificações coletivas. Além disso, os jovens foram capacitados e preparados para monitoria e zeladoria do Sistema Solar, e a comunidade se beneficia com menos barulho e mais economia”, conclui.

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