ISAVIÇOSA

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Plantar água e colher vida

No último dia 17, foi celebrado o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, uma data voltada à reflexão sobre os impactos causados por esses problemas ambientais ao redor do planeta. No dia 21, celebramos a chegada do Inverno, que intensifica ainda mais a necessidade de pensarmos sobre a escassez hídrica, pois, além do frio, a estação traz a estiagem para muitas regiões do Brasil. 

Na busca de alternativas para enfrentar desafios socioambientais como esses, algumas tecnologias vêm sendo experimentadas. Dentre elas, o Plantio de Água.

“Plantar água!” A ideia ainda é uma novidade para muitos, porém o ISAVIÇOSA tem experimentado e difundido essa tecnologia, que se revela uma grande aliada na luta contra a seca, além de trazer melhorias para as comunidades e contribuir para a conservação do meio ambiente. 

O Plantio de Água é uma tecnologia social, criada em 2017, pela Associação de Plantadores de Água (PLANT’ÁGUA), que a define como um método de “gestão dos recursos hídricos em propriedades rurais, que tem por base os conceitos de bacias e sub-bacias hidrográficas e utiliza a combinação de técnicas capazes de ampliar a quantidade e a qualidade de água”. 

De acordo com Davi Senna, engenheiro florestal e colaborador do ISAVIÇOSA, tal prática “é considerada uma metodologia inovadora para apoiar o manejo dos recursos naturais, em especial, os recursos hídricos e utiliza de processos pedagógicos participativos, aliando saber popular, organização social e conhecimento técnico-científico”.

Senna relata que, as principais técnicas utilizadas são “a recuperação de áreas de preservação permanente (APP’s de nascentes, cursos d’água e áreas de recarga); a recuperação e conservação de vegetação das matas ciliares e, principalmente, das áreas de recarga hídrica; a construção de técnicas mecânicas de conservação do solo, com destaque para as caixas secas, barraginhas e terraços de contenção em curva de nível; e, também, a utilização de tecnologias de saneamento rural”. E ele adiciona: “tudo isso, realizando ações integradas de educação ambiental com processos participativos de aprendizados”.

No que diz respeito ao combate à seca e à desertificação, o colaborador expõe que “essas técnicas combinadas são capazes de proporcionar ganhos em quantidade e qualidade de água nas microbacias hidrográficas, investindo na maior captação e maior infiltração de chuva no solo, com consequente redução da erosão e de enxurradas”. 

No mesmo sentido, ele explica que “o aumento da infiltração de água no solo gera maior abastecimento no lençol freático das microbacias, contribuindo para evitar que as nascentes e córregos reduzam drasticamente a vazão de água, que causa as secas e desertificação de paisagens”. 

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